![]() |
JOAQUIM PEDRO DE ANDRADE EXIBIT O Mestre de Apipucos Com roteiro estruturado sobre textos de Gilberto Freire, o filme documenta a vida diária e o método de trabalho do escritor e sociólogo, em sua casa de Apipucos: seus prazeres gastronômicos, a beleza da moradia, o exercício da intelectualidade e o prazer sem divisões específicas. Versos de Manuel Bandeira, lidos pelo poeta, acompanham e transfiguram os gestos banais de sua rotina em seu pequeno apartamento no centro do Rio; a modéstia do seu lar, a solidão, o encontro provocado por um telefonema, o passeio matinal pelas ruas de seu bairro. Couro de Gato “Saí para fazer um filme com um roteiro lá na minha cabeça. Mas a realidade do menino do morro não se ajustava ao meu esquema. A realidade era muito mais rica do que ele. Mantive o roteiro porque não havia jeito, mas aprendi uma lição. O que desejei fazer em Couro de Gato foi apenas que não pode haver solução dos problemas amorosos sem a realização dos problemas econômicos.” (Joaquim Pedro de Andrade em: vamos rever cinco bons filmes em companhia de seu diretor. entrevista cedida a cláudio bojunga. Jornal da Tarde, 22/11/73) Garrincha, Alegria do Povo “Não me perdoaram o fato de eu ter misturado os jogos. Na verdade, adoro futebol. O grande problema é que, na tentativa de provar o caráter ilusório da euforia provocada pelo futebol, não reparei que a alegria do povo no estádio era algo que resistia a tudo - uma força contra a miséria. A tristeza era imposta por mim. Mais uma equação imposta a uma realidade mais rica do que ela.” (Joaquim Pedro de Andrade em: “vamos rever cinco bons filmes em companhia de seu diretor”. entrevista cedida a cláudio bojunga. Jornal da Tarde, 22/11/73) O Padre e a Moça "O vilarejo perdido é quase uma projeção dos fantasmas do padre. Nesse sentido, o filme é uma espécie de exorcização: a batina negra representando uma ideologia paralisadora (...) Certos críticos disseram que eu pretendi criar uma linguagem nova e que apenas consegui destruir uma linguagem antiga; ou melhor, que, recusando-me a usar uma linguagem estabelecida, não consegui encontrar uma nova linguagem articulada e bem acabada. Ora, eu não pretendi encontrar uma Cinema Novo O documentário acompanha as filmagens de El Justicero e Terra em Transe, a montagem de Opinião Pública, a dublagem de Todas as Mulheres do Mundo e o lançamento de A Grande Cidade. "Quando nós fizemos os filmes que deram no Cinema Novo tínhamos preocupação de usar o cinema como instrumento de transformação social. Um instrumento de ação política, de conscientização. Os filmes operavam também uma discussão sobre os valores cinematográficos, sobre como faze-los (...) um tipo de liberdade muito maior do que se tem Brasília, Contradições de uma Cidade Nova Imagens de Brasília em seu sexto ano e entrevistas com diferentes categorias de habitantes da capital. Uma pergunta estrutura o documentário: uma cidade inteiramente planejada, criada em nome do desenvolvimento nacional e da democratização da sociedade, poderia reproduzir as desigualdades e a opressão existentes em outras regiões do país? Macunaíma “Macunaíma é um filme que não tem close, para evitar a individuação dos problemas, para levar aquilo a qualquer brasileiro que pudesse passar por uma situação daquelas; que despreza qualquer limite rigoroso no enquadramento.” (Joaquim Pedro de Andrade em A Linguagem da Persuasão Reflexão sobre um mundo em que não existem refúgios, a existência passiva, e os destinos são manipulados por indivíduos com habilidades para persuadir através de técnicas de propaganda e marketing. Documentário institucional, que vai muito além de seu objetivo inicial devido à sua reflexão crítica sobre a sociedade brasileira dos anos 70. Os Inconfidentes “Em Os Inconfidentes a linguagem também é alegórica: acho que não há muita ruptura entre O Padre e a Moça e Os Inconfidentes. Nos dois filmes existe o problema da falsa investidura: tanto o padre quanto Alvarenga ou Cláudio Manoel da Costa assumem uma responsabilidade que não corresponde a um poder concreto, a seus respectivos níveis de ação.” (JPA em) Guerra Conjugal “Guerra Conjugal é uma crítica a civilização terno e gravata. Essa indumentária vai associada a um certo tipo de comportamento moral que é - aí sim - uma guerra danada e muito egoísta. Na verdade, um quer derrotar o outro e a união entre eles é provocada pela fraqueza de cada um (...) Esse último filme que eu fiz era sobre santidade e carne, coisas que acho engraçadas. Porque a castidade é uma invenção delirante do espírito para negar o próprio corpo.” (Joaquim Pedro de Andrade Vereda Tropical O Aleijadinho O Homem do Pau Brasil “Comédia, delírio rigoroso sobre a vida, paixão e obra do revolucionário escritor modernista Oswald de Andrade, representado simultaneamente por um ator e uma atriz, Ítala Nandi e Flávio Galvão. Os dois Oswalds partilham com Juliana Carneiro da Cunha, Regina Duarte, Cristina Aché, Dina Sfat e Dora Pellegrino as mesmas camas e idéias, até que estas os separem. Com a devoração de Oswald-macho pelo Oswald-fêmea, dá-se a criação da Mulher do Pau Brasil, líder da revolução que instalará o matriarcado antropófago como regime político do país.”(Joaquim Pedro de Andrade em
|